O que é Iniciativa BIG 2050?

A Iniciativa BIG 2050 é um mecanismo de incentivo voltado à Gestão Integrada de Ecossistemas. A partir do monitoramento da saúde ambiental da Baía da Ilha Grande, a Iniciativa identifica sensibilidades e lança desafios para que a sociedade apresente soluções criativas que promovam sua conservação.

Iniciativa BIG 2050

Como funciona a Iniciativa?

A Iniciativa BIG 2050 foi estruturada a partir do desenvolvimento do Radar BIG 2050, mecanismo de monitoramento ambiental para a Baía da Ilha Grande (Angra/RJ e Paraty/RJ), com o objetivo de identificar alterações na "saúde" ambiental da região a partir de indicadores ambientais associados aos serviços ecossistêmicos do território.

Com base na resposta dos indicadores, são identificados alvos de atuação, os quais orientarão chamadas públicas de soluções para a Baía da Ilha Grande por meio do Desafio BIG, onde diferentes públicos são estimulados a apresentarem e desenvolverem ideias de iniciativas e empreendimentos voltados para atacar os problemas ambientais definidos como alvos de atuação.

A operação do Radar BIG 2050 e do Desafio BIG é realizada por uma equipe dedicada exclusivamente à gestão executiva, coordenação de arranjos, processos e estimulo à cooperação para o sucesso da iniciativa.

Evolução Contínua

O desenvolvimento da Iniciativa BIG 2050 é baseado na metodologia PDCA (Plan, Do, Check, Act), evoluindo e aperfeiçoando a solução em ciclos sucessivos e contínuos de operação. Em 2017 rodará o 1º ciclo (piloto), cujos resultados levarão ao aperfeiçoamento da Iniciativa, e assim sucessiva e continuamente.

Iniciativa BIG 2050

Radar BIG 2050

O sistema de monitoramento - Radar BIG 2050 - identifica alterações na "saúde" ambiental da Região a partir de indicadores que medem a performance dos Serviços Ecossistêmicos relevantes. Com base na resposta do Radar, identificam-se alvos prioritários de atuação, que orientam o Desafio BIG.

Acessar o Radar BIG 2050
Radar BIG 2050
Desafio BIG

Desafio BIG

Com base no monitoramento ambiental, por meio do Radar BIG2050, são identificados aspectos sensíveis na saúde da Baía da Ilha Grande que se transformam em alvos para o desenvolvimento de soluções ambientais. Estas soluções são identificadas e selecionadas por meio do Desafio BIG.

Acessar o Desafio BIG

Por que na Baía da Ilha Grande?

A região está inserida no bioma Mata Atlântica, com elevado grau de biodiversidade, que pode ser diretamente relacionada à alta diversidade de habitats. Aproximadamente 72% do território terrestre e marinho da Baía da Ilha Grande são constituídos por Unidades de Conservação (UC), incluindo UCs de uso sustentável e de proteção integral.

O patrimônio histórico junto às belezas cênicas da região, servem de atrativo a uma intensa atividade turística, cuja contribuição é essencial às economias locais. A região contempla atividades industriais e portuárias atreladas a setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, como a exploração petrolífera, o setor naval e a geração de energia. Estas e outras atividades apresentam riscos associados à perda de biodiversidade, contaminação de ambientes naturais, crescimento desordenado e outros.

Visando garantir a manutenção da saúde ambiental do território, é necessário que medidas mitigadoras sejam adotadas para que a Baía da Ilha Grande continue sendo exuberante como a conhecemos hoje.

Quem somos

A Iniciativa BIG 2050 está sendo desenvolvida no âmbito do Projeto BIG, que prevê a consolidação de um modelo de Gestão Integrada do Ecossistema para a Baía da Ilha Grande. O Projeto BIG é resultado da cooperação entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU), com recursos do Global Environment Facility (GEF), tendo como objetivo central garantir a conservação e o uso sustentável da Baía da Ilha Grande e de sua biodiversidade terrestre e marinha, considerada de importância global.

Por sua vez, a Iniciativa BIG 2050 tem como objetivo estruturar mecanismos de continuidade do monitoramento ambiental da baía (a partir do Radar BIG 2050) e de estímulo a iniciativas (por meio do Desafio BIG) que promovam o desenvolvimento sustentável após o encerramento do Projeto BIG, resultando em legado da iniciativa.

Sobre os parceiros desenvolvedores:

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) - A FAO é uma organização intergovernamental com mais de 191 nações membros. É uma organização internacional globalmente reconhecida na área de gestão de recursos naturais e desenvolvimento sustentável apoiando a conservação e gerenciamento de recursos naturais (principalmente recursos florestais e pesqueiros) dentro do contexto de ecossistema. A especialização da FAO foi construída sobre inúmeras iniciativa, especificamente no caso do Brasil, a FAO possui uma longa história de cooperação com o governo na gestão de recursos naturais, programas e projetos que incluem áreas protegidas terrestres e marinhas.

Global Environment Facility (GEF) - O GEF é um mecanismo de cooperação internacional com a finalidade de prover recursos adicionais e fundos concessionais para cobrir custos incrementais em projetos que beneficiem o meio ambiente global.

Instituto Estadual do Ambiente (Inea) - O Inea é o órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente (Sea), exercendo um papel estratégico na agenda de desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, através da proteção, conservação e recuperação do patrimônio ambiental. O Inea é responsável pela formulação da Política Estadual de Meio Ambiente e pela gestão ambiental, e atua de modo a atender às demandas da sociedade nas questões ambientais, oferecendo mecanismos de controle, acompanhamento e participação.

Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) - A CERTI é um instituto de Ciência, Tecnologia & Inovação que possui como missão encontrar novas soluções para segmentos fundamentais para o desenvolvimento do país. Possui distintas competências, realizando projetos voltados a sistemas inteligentes, convergência digital, manufatura avançada, processos produtivos, energia sustentável, economia verde, empreendedorismo inovador, instrumentação e teste, entre outros.